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domingo, outubro 12, 2008

varios textos




autor Arlindo matos de Araújo júnior

A URBANIZAÇÃO MODERNA

Resumo: neste tutorial será mostrado como a urbanização aumentou em escala global nos anos recentes, e como ela tem afetado principalmente as grandes cidades, trazendo melhorias, mas também, problemas.

URBANIZAÇÃO: FENÔMENO RECENTE

Apesar de o processo de urbanização ter se iniciado com a Revolução Industrial, foi até meados do século XX um fenômeno relativamente lento e circunscrito.

Após a Segunda Guerra Mundial, esse fenômeno foi concluído nos países desenvolvidos e iniciado de maneira avassaladora em muitos países subdesenvolvidos, na maioria dos países latino-americanos e em muitos países asiáticos. O continente africano até hoje é muito pouco urbanizado.

Segundo dados do Relatório do desenvolvimento humano 1995, publicado pela ONU, a população que vive em cidades antigas atingiu 34% do total em 1960, 44% em 1992.

O que se percebe é que todos os países desenvolvidos, bem como alguns países de industrialização recente, apresentam taxas altas de urbanização. Com exceção da China e da Índia, com as maiores populações do planeta e de industrialização recente, todos os países industrializados são urbanizados. Há países que apresentam índices muitos baixos de industrialização e outros que praticamente não dispõem de um parque industrial, e mesmo assim, são fortemente urbanizados.

Conclui-se que há dois conjuntos básicos de fatores que condicionam a urbanização: os atrativos, que atraem populações para cidades; e os repulsivos que as repelem do campo.

Urbanização em países desenvolvidos

Os fatores atrativos da urbanização, em países desenvolvidos, estão ligados basicamente ao processo de industrialização, as transformações provocadas nas cidades pela industria.

Nesses países, além das transformações urbanas, houve, como conseqüência da Revolução Industrial, também uma Revolução Agrícola, ou seja, uma modernização da agropecuária que , ao longo da história, foi possibilitando a transferência de pessoa do campo para a cidade.

A urbanização que ocorreu nos países desenvolvidos foi gradativa. As cidades foram se estruturando lentamente para absorver os migrantes, havendo melhorias na infra-estrutura urbana e aumento da geração de empregos. Assim os problemas urbanos não se multiplicaram tanto como nos países subdesenvolvidos.

Urbanização em países subdesenvolvidos

Já os fatores são típicos de países subdesenvolvidos. Estão ligadas as péssimas condições de vida existentes na zona rural, em função da estrutura fundiária bastante concentrada, dos baixos salários, da falta de apoio aos pequenos agricultores bastante. Assim, há uma grande transferência de população ara as cidades, para as grandes metrópoles, criando uma serie de problemas urbanos. Tais problemas são resultados de um fenômeno urbano característico de muitos países subdesenvolvidos: a macrocefalia urbana.

A macrocefalia deve ser entendida como o resultado da grande concentração das atividades econômicas, principalmente dos serviços, e, portanto, da população, em algumas cidades, que acabam se tornando muito grandes relativamente. Embora esse fenômeno ocorra também em países desenvolvidos, ele assume proporções maiores nos subdesenvolvidos.

O crescimento rápido de algumas cidades, que acabam culminando no fenômeno da metropolização, é resultado da incapacidade de criação de empregos, o que força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescente-se a isso o fato de esses países, apresentarem altas taxas de natalidade e, portanto, alto crescimento demográfico, e está formado o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido.

Mesmo o centro dinâmico dos países subdesenvolvidos não tem capacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes, e logo começa a aumentar o numero de pessoas desempregadas.

Proliferam cada vez mais as submoradias: favelas, cortiços, pessoas abrigadas debaixo de pontes e viadutos, quando não vivendo ao relento. Essa é a face mais visível do crescimento desordenado das cidades.

Favela de Paraisopolis, em São Paulo. Esta é uma das conseqüências da rápida urbanização em países subdesenvolvidos.

Cria-se, assim, um meio social extremamente favorável a proliferação de outros problemas: a violência urbana, roubos, assaltos, seqüestros, assassinatos, atingem milhares de pessoas todo o ano fazendo muitas vitimas fatais. É por essas razões que o estresse é o “mal do século”, atingindo principalmente os habitantes das grandes metrópoles.

Rede Urbana

A rede urbana é formada pelo sistema de cidades, interligadas umas as outras através dos sistemas de transportes e de comunicações.

Obviamente, as redes urbanas dos países desenvolvidos são mais densas e articulados, pois tais países apresentam alto nível de industrialização e de urbanização, economias diversificadas e dinâmicas, vigoroso mercado interno e alta capacidade de consumo. Quanto mais complexa a economia de um país ou de uma região, maior é a sua taxa de urbanização e a quantidade de cidades, mais densa é a sua rede urbana e, portanto, maiores são os fluxos que as interligam.

Assim, as redes de cidades mais densas e articuladas surgem justamente naquelas regiões do planeta onde estão as megalópoles.

Hierarquia Urbana

Muitos autores passaram a utilizar o conceito de rede urbana para se referir a crescente articulação existente entre as cidades, como resultado da expansão do processo de industrialização ou urbanização. Na tentativa de apreender as relações travadas entre as cidades no interior de uma rede, a noção de hierarquia urbana também passou a ser utilizada.

Logo, a metrópole seria o nível Maximo de poder e influencia econômica e a vila, o nível mais baixo, e sofreria influencia de todas as outras.

Atualmente, já é possível falar da existência de uma nova hierarquia urbana, dentro da qual a relação da vila ou da cidade local pode ser travada com o centro regional ou, em certos níveis, mesmo diretamente com a metrópole nacional.

Da cidade de Sorocaba que fica a aproximadamente 100 quilômetros de São Paulo, e deslocar-se periodicamente a metrópole paulista para as compras, ou para o lazer, ou mesmo para trabalhar e, dessa forma deslocar-se cotidianamente.

Se a pessoa vive, por exemplo, numa chácara a quilômetros da grande cidade, mas tem a sua disposição telefone, computador, modem, fax, antena parabólica e um bom automóvel, ela está mais integrada do que a pessoa que mora dentro da cidade, por exemplo, num cortiço ou numa favela, e não tem acesso a todos esses modernos e bens serviços. Percebe-se, portanto, que o que define a integração ou não das pessoas a moderna sociedade capitalista é a maior ou menor disponibilidade de renda, e não mais as distancias que as separam dos lugares.

Essa relativização das distancias, que tem repercussões da rede urbana, também pode ser verificada nas relações capitalistas de reprodução. Por exemplo, a agroindústria de suco de laranja ou de açúcar e álcool do interior do estado de São Paulo. Essas industrias estão localizadas na zona rural e, no entanto, a mão-de-obra que utilizam, os bóias-frias, vive nas cidades. Além disso, elas dispõem de grandes volumes de capital e produzem para o país interior e para o exterior.

Nos países desenvolvidos, e mesmo nas regiões industrializadas dos países subdesenvolvidos, é cada vez mais comum a descentralização das industrias, instaladas na zona rural, nos eixos de moderna rodovias e ferrovias.

A expansão do capital vai envolvendo todas as atividades no processo de modernização. Tudo acaba sendo integrado economicamente e geograficamente na lógica do lucro, na lógica da reprodução do capital.

EXERCÍCIO

1) Que fatores condicionam a urbanização?

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2) De que modo a urbanização ocorreu nos países desenvolvidos?

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3) Quais alguns problemas de urbanização nos países subdesenvolvidos?

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GABARITO

1) A dois fatores básicos: os atrativos que as cidades oferecem; e os repulsivos que as praticamente expulsam do campo. Juntos fazem que muitas pessoas deixem o campo ou cidades do interior para irem às cidades.

2) A urbanização nos países desenvolvidos está relacionada com o processo de industrialização, assim ocorreu de forma gradativa. As cidades foram ganhando estrutura lentamente ao passo que mais imigrantes chegavam as cidades, havendo melhorias na infra-estrutura e aumento de empregos. Os problemas urbanos não aumentaram tanto.

3) Com tantos migrantes logo o começa aumentar o número de desempregados. Proliferam as favelas, cortiços, pessoas morando debaixo de pontes e viadutos. Aumenta o índice da violência urbana: assaltos, seqüestros e assassinatos.

A URBANIZAÇÃO NO BRASIL

Resumo: neste capitulo será explicado como a urbanização afetou o Brasil, e contribuiu para formar várias metrópoles em todas as regiões. Mas também contribuiu para alguns problemas sociais.

Podemos afirmar que o Brasil, hoje, é um país urbanizado. Com a saída de pessoas do campo em direção às cidades, os índices de população urbana vem aumentando sistematicamente em todo o país. A parti da década de 60, as cidades passaram por um processo de dispersão espacial, à medida que novas porções do território foram sendo apropriadas pelas atividades agropecuárias.

É considerável o numero de pessoas que trabalham em atividades rurais e residem nas cidades. As greves dos trabalhadores bóias-frias acontecem nas cidades, o lugar onde moram. São inúmeras as cidades que nasceram e cresceram em áreas do país que tem a agroindústria como impulso das atividades econômicas secundárias e terciárias.

Em virtude da modernização do campo, assiste-se a uma verdadeira expulsão dos pobres, que encontram nas grandes cidades seu único refúgio. Como as industrias absorvem cada vez menos mão-de-obra e o setor terciário apresentam um lado moderno, que exige qualificação profissional, a urbanização brasileira vem caminhando lado a lado com o aumento da pobreza e a deterioração crescente das possibilidades de vida digna aos novos cidadãos urbanos.

Os moradores da periferia, das favelas e dos cortiços tem acesso a serviços de infra-estrutura precários. O espaço urbano, quando não oferece oportunidades, multiplica a pobreza.

A REDE URBANA BRASILEIRA

Apenas a parti da década de 40, que se estruturou uma rede urbana em escala nacional. Até então, o Brasil era formado por “arquipélagos regionais” polarizados por suas metrópoles e capitais regionais. A integração econômica entre São Paulo, Zona da Mata nordestina, Meio-Norte e região Sul era extremamente frágil. Com a modernização da economia, primeiro as regiões Sul e Sudeste formaram um mercado único que, depois, incorporou o Nordeste e, mais recentemente, também o Norte e o Centro-Oeste.

As metrópoles concentravam os índices de crescimento urbano e econômico e detinham o poder político em grandes frações do território. É o caso de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. As metrópoles abrigavam, em 1950, aproximadamente 18% da população do país; em 1970, cerca de 25%; e, em 1991, mais de 30%.

A medida que a infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo pelo país, o mercado se unificou e a tendência a concentração urbano-industrial ultrapassou a escala regional, atingindo o país como um todo. Assim, os grandes pólos industriais da região Sudeste, passaram a atrair um enorme contingente de mão-de-obra das regiões que não acompanharam seu ritmo de crescimento econômico e se tornaram metrópoles nacionais. Após a Revolução de 1930, que levou Getulio Vargas ao poder, até meados da décadas de 70, o governo o federal concentrou investimentos de infra-estrutura industrial na região Sudeste, que , em conseqüência, se tornou o grande centro de atração populacional do país. Os migrantes que a região recebeu eram, constituídos por trabalhadores desqualificados e malremunerados, que foram se concentrando na periferia das grandes cidades.

Com o passar dos anos, a periferia se expandiu demais e a precariedades do sistema de transportes urbanos levou a população de baixa renda a preferir morar em favelas e cortiços no centro das metrópoles.

A rede urbana interfere na vida das pessoas de maneiras diferentes. As pessoas de classe social mais alta podem aproveitar de tudo numa metrópole, todos os recursos estão a disposição. Mas outros que já não podem nem levar ao mercado o que produzem, são presos aos preços e as carências locais. Para estes a rede urbana não é totalmente uma realidade.

As condições de determinada região determinam a desigualdade entre as pessoas. Por isso, muitos são cidadãos diminuídos ou incompletos.

AS METRÓPOLES BRASILEIRAS

As regiões metropolitanas brasileiras foram criadas por lei aprovadas no Congresso Nacional em 1973, que as definiu como “um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comum”.

A medida que as cidades vão se expandindo horizontalmente, ocorre a conurbação, ou seja, elas se tornam contínuas, plenamente integradas, e os problemas de infra-estrutura urbana são comuns ao conjunto de municípios da metrópoles.

Foram criados os conselhos deliberativos e consultivos para administrar esses problemas comuns a um conjunto de cidades. Recebe o nome de Secretária de Estado dos Negócios Metropolitanos. Na prática, acaba tomando decisões administrativas em função de determinações políticas e sob ordens do governador do estado, deixando as determinações técnicas em ultimo plano.

No Brasil, são legalmente reconhecidas treze regiões metropolitanas. Duas delas São Paulo e Rio de Janeiro são nacionais. As outras onze metrópoles, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Belém, Baixada Santista, Vitória, São Luís e Natal, são consideradas regionais por exercerem seu poder de polarização apenas em escala regional.

A baixada Santista e a região de Campinas, que, juntamente com o vale do Paraíba, formam a primeira megalópole brasileira entre São Paulo e Rio de Janeiro, agrupam um conjunto de treze cidades-satélites são administrados pelo governo do Distrito Federal. Em 1998, foi aprovado pelo Senado projeto autorizado a Presidência da Republica a instituir a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno. A secretaria do Entorno do Distrito Federal é responsável pela política de planejamento integrado de 42 municípios. Manaus, apesar de ter superado a cifra de um milhão de habitantes e exercer enorme poder de polarização em uma vasta área da Amazônia, não possui nenhum município a ela conurbação e poder, portanto, ser administrada apenas pelo poder municipal.

EXERCÍCIO

1) O que contribuiu para a vinda de muitos para as cidades? E com que conseqüência?

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2) Como se formaram os grandes pólos regionais?

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3) O que é conurbação?

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Gabarito

1) Com a modernização do campo muitos começaram a ser substituídos por melhores desempenhos na agricultura, acarretando na falta de emprego no campo. Com isso, muitos optaram em vir buscar uma melhora de vida nas cidades. A ida de muitas pessoas sem um emprego para as cidades acarretou no aumento da pobreza e a deterioração de uma vida digna aos cidadãos urbanos.

2) O crescimento da infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo pelo país. O mercado se unificou e a tendência à concentração urbano-industrial ultrapassou os limites regionais. Pois, até então, as metrópoles tinham influencia apenas regional, agora muitas, por exemplo São Paulo, tem influência em todo o país ou em várias regiões.

3) É o conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comum. Os problemas de infra-estrutura urbana são comuns entre esses municípios.

domingo, setembro 28, 2008

O que existe no centro da Terra?

O chefe do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Roberto Cunha, explica que o núcleo da Terra é formado por uma grande bola de ferro e níquel, com raio de 3.480 km. Um terço dessa bola, a parte interna, é sólido.
» Por que a Torre de Pisa é torta? » E se a Terra parasse de girar? » Um dia o Sol pode explodir?
O restante do metal está em estado líquido. Em seguida, subindo, temos mais 2.885 km de raio para a camada chamada de manto, feita de silicato - material semelhante às rochas -, até chegar à superfície.
A crosta da superfície é extremamente fina, se comparada às outras duas estruturas mais profundas: chega a, no máximo, 40 km em regiões de cordilheiras, e a 12 km em alguns mares, conta o professor.
Quando se vê esses números, a frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao falar da descoberta do pré-sal - de que daqui a pouco a Petrobras iria encontrar japoneses, de tão fundo que fura em busca de petróleo -, comprova-se ainda mais apenas uma brincadeira.
Até porque o mais fundo que o ser humano chegou, segundo o professor Cunha, foi cerca de 10 km. Uma equipe japonesa que perfurou na fossa das Marianas, próximo às Ilhas Marianas, no Oceano Pacífico, comprovou o que cientistas apenas imaginavam: que o topo do manto é feito com rocha gabro. "Fizeram o furo para provar isso, o que os cientistas só estimavam", lembra Cunha.
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Redação Terra



Geografia

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quarta-feira, setembro 10, 2008

Jihad islâmico faz a chamada "guerra santa" contra Israel

A palavra "jihad" significa luta e é utilizada por alguns grupos terroristas do Oriente Médio para definir sua filosofia. O Jihad Islâmico faz parte do movimento palestino que fazem o que classificam como "guerra santa" contra a existência do Estado de Israel.

O grupo foi fundado no início dos anos 80, no Egito, e assumiu a responsabilidade pela morte de 18 soldados em um ponto de ônibus em Beit Lid, em 1995. Com caráter religioso baseado no islamismo, diversos ataques terroristas suicidas são atribuídos ao jihad islâmico a fim de impedir os acordos de paz entre a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) e Israel.

algo sobre o 11 de setembro

11 DE SETEMBRO
Dia da Infâmia. Esta data ficará marcada na memória dos povos, pois neste dia ocorreram dois fatos marcantes, com reflexos importantes na história mundial. Em ambos percebemos o significado da política imperialista e nos levam a refletir sobre os vários interesses em jogo que, apesar de distantes no tempo, guardam estreita relação entre si.

11 DE SETEMBRO, dia internacional da infâmia.
É fundamental mantermos nossa memória viva. É fundamental relembrar e refletir sobre o sentido e os efeitos dos atos praticados neste dia, atos de minorias que pretenderam alterar as estruturas vigentes.
O primeiro ato a ser lembrado comemora 29 anos. Foi no dia 11 de setembro de 1973 que as elites chilenas, apoiadas no exército e pela CIA, agência de inteligência do governo norte-americano, deram um golpe e derrubaram o presidente Salvador Allende no Chile. Dessa maneira o governo da Unidade Popular começou a ser eliminado, assim como as conquistas, principalmente políticas. Nos dias 11 e 12 a resistência implicou na organização popular nos bairros e fábricas, onde populares e operários tomaram em armas, porém sem infra-estrutura ou prepara, forma massacrados. Na primeira semana de golpe foram mortas cerca de 9000 pessoas; ao longo da ditadura de Pinochet forma cerca de 30.000.

A História do Chile é, em vários aspectos, muito semelhante à de outros países da América latina, que por trezentos anos foram explorados pela Espanha; e ao mesmo tempo possui características bem peculiares.

La Moneda
La Moneda O movimento de Independência do Chile entre 1817 e 18, liderado por Bernardo O’Higgins, libertou o país da dominação secular espanhola, porém colocou o novo país na órbita do imperialismo inglês, uma vez que, a partir da década de 20 as oligarquias conservadores assumiram o controle político do país, apoiada pela Igreja Católica, preservando portanto os privilégios da elite criolla. Nesse sentido, a vida econômica do país continuou a basear-se no latifúndio agrário e pecuarista na região sul e na exploração mineral na região norte. A sociedade era formada por uma grande massa de trabalhadores assalariados e por uma pequena elite, sendo parte ligada ao latifúndio e parte ao setor exportador e financeiro. Essa elite manteve o poder político até 1881, quando foi substituída por uma nova elite, caracterizada porém por uma postura liberal e nacionalista, destacando-se o governo de Juan Manuel Balmaceda ( 1886-91) que realizou importantes reformas sócio econômicas e acabou por ser derrubado após uma pequena guerra civil. O “Parlamentarismo Chileno” (1891 1925) tornou-se então a fórmula política para que os conservadores mantivessem o poder. A eleição do Presidenta da República deveria ser confirmada pelo Congresso Nacional. A primeira metade do século XX conheceu momentos de desenvolvimento industrial e urbano, aproveitando-se das Guerras Mundiais e ao mesmo tempo aumento da dívida externa, da inflação e da dependência em relação ao capital internacional. Desde a década de 20 era o imperialismo norte americano quem detinha maior influência sobre a economia do país e controlava principalmente a exploração de minério ( em especial o cobre). Ao mesmo tempo o êxodo rural e o crescimento de atividades urbanas remodelaram a sociedade, originando um proletariado mais significativo, assim como uma maior camada média. Essas mudanças foram acompanhadas no terreno político com a formação de novos partidos políticos e sindicatos, tanto de esquerda como liberais nacionalistas. Apesar de não ter havido no Chile um líder populista tradicional, a situação política era bem semelhante à de outros países: Polarização. De um lado as forças populares em conjunto com a classe média empobrecida e de outro as elites do campo e da cidade apoiadas no capital estrangeiro e pela Igreja Católica. Essa situação é bastante evidente após a Segunda Guerra Mundial, quando a partir da Doutrina Truman inicia-se a Guerra Fria, percebida na América Latina com a criação do TIAR em 1948. O primeiro reflexo dessa nova situação foi a aprovação da Lei da Defesa da Democracia ( chamada Lei Maldita), de 1948, que serviu para promover perseguições políticas `a líderes sindicais e de partidos de esquerda. Mesmo com as perseguições, a organização popular tendeu a se fortalecer: em 1951 formou-se a Frente do Povo ; em 1953 foi fundada a Central Única dos Trabalhadores e em 1956 foi formada a FRAP ( Frente de Ação Popular). Essas novas organizações refletiam a situação de decadência econômica do país, fruto da queda das exportações e da maior inflação. Na década de 60 desenvolveu-se uma nova alternativa política, o Partido Democrata Cristão - PDC - que atraiu as camadas urbanas, inclusive parte do proletariado. O Governo do PDC a partir de 1964 foi marcado pelo projeto desenvolvimentista, apoiado em etmpréstimos externos, e pelo início de uma reforma agrária. No entanto, as superficialidades das medidas de Eduardo Frei descontentaram a maioria da sociedade, sendo queo próprio PDC dividiu-se em duas grandes facções ao passo que as camadas populares do campo e da cidade, apoiando as organizações de esquerda organizaram a Unidade Popular, que disputou e venceu as eleições de 1970, levando o socilaista Salvador Allende ao poder.
O segundo ato a ser lembrado ocorreu há 1 anos. Com certeza toda a imprensa falará sobre ele durante esta semana, não por ser mais recente, mas por ser mais interessante para as elites. Não que o atentado contra o governo norte-americano não deva ser lembrado, ao contrário, deve ser lembrado e compreendido. Um ato terrorista que deve ser veementemente repudiado, que matou mais de 2000 civis, e serviu para ampliar o preconceito em relação aos povos árabes e a religião muçulmana.

Contra o Terrorismo, Contra o Preconceito

Os ataques que ocorreram no dia 11 de setembro nos EUA, estão sendo considerados como os atos terroristas mais importantes da história recente mundial, por que atingiram a maior potência mundial e principalmente por que contam com a cobertura de todos os meios de comunicação de massa.
As cenas que chocaram o mundo foram repudiadas pelos principais governantes, de diversas nações do mundo. A morte de milhares de civis, em um ataque terrorista como esse, reforça o sentimento humanista e a posição contrária aos grupos ou pessoas que se utilizam deste método de ação.
O Terrorismo
Sem entrar em uma discussão acadêmica, podemos dizer que o terrorismo é a utilização sistemática da violência imprevisível, contra regimes políticos, povos ou pessoas.
No século XX, o terrorismo foi visto e aprendido por nós como a atitude violenta de grupos com ideologia definida, com um objetivo político traçado, que muitas vezes envolveram questões religiosas ou étnicas.
Do ponto de vista político, organizações de “direita” ou de “esquerda” se utilizaram do terror como prática, no intuito de derrubar governos e chegarem ao poder, e de uma forma geral, assumiram seus atentados como forma de propagar seus ideais. Do ponto de vista religioso, nas últimas décadas se avolumaram atentados de grupos políticos muçulmanos, mas também de grupos políticos cristãos, como o IRA, na Irlanda. No caso da luta étnica destacou-se principalmente o ETA, na Espanha, ou a Ku Klux Klan nos EUA (desde o final do século XIX)
No entanto, apesar de todos terem se utilizado da violência, as motivações são diferentes e devem ser analisadas historicamente de forma individual, a partir de suas características, para podermos compreender os elementos que as engendraram.
A partir de uma visão massificada, considera-se que os árabes estão sempre propensos ao terrorismo. De fato, nas últimas décadas proliferaram os grupos político-religiosos que, no Oriente Médio, adotaram a pratica terrorista como meio de luta. A região é vista como um barril de pólvora, mas qual a razão? É o fato de ser muçulmano ou árabe que determina essa situação?
Na verdade a idéia do “barril de pólvora” aparece após a 1° Guerra Mundial, quando os territórios do Oriente Médio, até então parte do Império Turco, foram colocados sob a “proteção” da Liga das Nações, representando na prática, a dominação inglesa e francesa. A Mesopotâmia, a Palestina e a Jordânia ficaram submetidas à jurisdição inglesa enquanto Síria e Líbano, à jurisdição francesa. Dando continuidade às práticas anteriores a guerra, grandes empresas estrangeiras se instalaram nesses países, interessadas principalmente no petróleo, exerceram forte dominação econômica e política na região, muitas vezes com a colaboração das elites locais, beneficiadas com o ingresso de novos capitais.
Nesse período a Inglaterra já apoiava oficialmente o movimento sionista de colonização de terras na Palestina, sustentado por vários fundos internacionais, destacando-se o Barão de Rottschild, grande banqueiro inglês, de origem judaica.
Após a 2° Guerra Mundial, a situação tendeu a se agravar, principalmente com a criação do Estado de Israel e o desenvolvimento de uma política agressiva por parte de sionistas, amparados pelos EUA.
As pressões imperialistas e sionista deixaram poucas opçoes aos povos dominados, levando uma parcela da sociedade a organizar grupos guerrilheiros e a promover o terrorismo.

Por suas conseqüências trágicas e seu grande apelo publicitário, o terrorismo é um dos temas favoritos da mídia. Por esse mesmo motivo a sua abordagem tem sido superficial, reforçando estereótipos e evitando a discussão sobre suas origens ou razões

O terrorismo de Estado
Ao longo da história percebemos que os Estados ou instituições com poder de Estado, se utilizaram do terrorismo. Mais interessante, é perceber como essas instituições de dominação, conseguiram contar com o apoio da maioria da sociedade nesses momentos.
Um dos grandes exemplos da história foi a Inquisição, praticada pela Igreja Católica na Idade Média e início da Idade Moderna. A maioria da população cristã da Europa sempre considerou justa e necessária a perseguição “às bruxas”.
O terror foi utilizado entre 1793 e 94 por Robespierre, líder da Revolução Francesa, como forma de preservar o poder e as conquistas populares e foi defendido por grande parcela da sociedade; foi praticado por Hitler e pelos nazistas contra os judeus, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, com o extermínio em massa de prisioneiros em campos de concentração. O terrorismo de Estado apareceu também com a idéia de limpeza étnica, posta em prática pelo ditador sérvio Milosevic, contra os habitantes da região do Kosovo.

Milosevic
O terror foi (e ainda é) utilizado pelos EUA, destacando-se principalmente o bombardeio de Hiroxima e Nagasaki no Japão, quando de uma Segunda Guerra Mundial praticamente já acabada, para mostrar ao mundo e a URSS, o poderio do “império americano”, não hesitaram em matar milhares de civis; ou ainda quando armam grupos guerrilheiros, como aconteceu no Irã, na Nicarágua ou mesmo no Paquistão e Afeganistão.
A partir de dezembro de 1979, o Paquistão tornou-se um aliado privilegiado dos EUA, pois o ditador Zia Ul Haq acolheu entre 3 e 5 milhões de refugiados afeganes depois da invasão soviética ao Afeganistão. Foi através do ditador paquistanês que os EUA passaram a dar ajuda financeira e militar à resistência no Afeganistão – a guerrilha mudjahidin – contra a ocupação soviética. É interessante lembrar que Zia Ul Haq tomou o poder em 1978 após um golpe militar, eliminou a frágil democracia no país e instaurou a Sharia – código islâmico que prevê o açoitamento, a amputação e o apedrejamento até a morte para os criminosos. Uma de suas primeiras vitimas foi o presidente “democrata” que ele havia deposto, enforcado em 1979.

O imperialismo
Enquanto a Igreja católica foi a “dona” do mundo (ocidental), durante o feudalismo, poucos ousaram questionar o seu poder e suas decisões. Aqueles que o fizessem, seriam também considerados hereges e teriam o um único destino, a fogueira.
Do mesmo modo, hoje poucos ousam dizer que os EUA “colhem os frutos da política que implantaram” ao longo do século. Os “senhores do mundo”, que se auto intitulam os “grandes defensores da liberdade” aparecem como vítimas de uma grande conspiração de forças malignas...afinal de contas, quem entre nós vai defender os atos praticados neste dia 11.
Muitos meios de comunicação reproduziram no dia seguinte (12 de setembro) uma frase proferida pelo presidente George W. Bush: "Hoje nossa nação viu o mal".

Se o atentado terrorista é o mal, quais são as forças malignas?
O poder da mídia fala mais alto. Os EUA aparecem como vítimas.
Notem, falamos dos EUA, não das pessoas que morreram nos atentados; essas, não há dúvidas, são vítimas, assim como foram os japoneses de Hiroxima, os judeus de Treblinka, os palestinos da Cisjordânia, os negros do Mississipi e muitos outros grupos ou mesmo povos.

Os EUA não, mas o povo norte-americano, de fato, nunca tinha visto o mal tão perto, pelo menos nessas proporções, neste último século. As grandes tragédias ocorreram fora do território norte-americano. Os EUA participaram das duas grandes guerras mundiais, porém em nenhuma delas houve bombardeio no país. A população dos EUA viu as grandes guerras pela imprensa, ao contrário dos diversos povos europeus e asiáticos. Quando participou efetivamente de uma outra guerra, no Vietnã, parte da população foi ganhando consciência do que ocorria e passou a se manifestar, contribuindo para a retirada dos exércitos norte-americanos da região
É interessante percebermos, como praticamente todos os professores de história, em vários momentos, se referem aos EUA como um país imperialista, e consequentemente, a maioria de nós, quando fomos alunos, ouvimos essas exposições e continuamos a ouvir em outros momentos de nossas vidas, mas mesmo assim, em momentos entendidos como “de comoção”, a grande maioria não consegue estabelecer uma relação entre as
diversas situações.

O Preconceito
Preconceito é o conceito formado antecipadamente sem o conhecimento dos fatos. O preconceito é uma herança cultural por isso é impossível não ter preconceito algum. O etnocentrismo, é o pensamento que leva as sociedades a acharem que sua cultura é a única válida e por conseguinte desprezar e, de forma mais radical, eliminar outras culturas.
Costumamos dizer aos nossos alunos: “o preconceito é fruto da ignorância”.
O preconceito é algo que esta enraizado em todas as sociedades, e que se apresenta das formas mais variadas. Cada um de nós esta sujeito a manifestar-se de forma preconceituosa devido a formação social que tivemos; mas é dever de cada um e do ensino, procurar entender suas origens e contribuir de forma decisiva para sua diminuição e eliminação.

Se devemos condenar o terrorismo praticado pelo ETA, devemos nos lembrar, que ninguém diz “terrorismo basco”, pois a maioria dos bascos não defende nem possuiu esta prática, sendo assim não devemos falar em “terrorismo árabe ou palestino”, como tornou-se comum na mídia e no cinema, principalmente depois que a “Guerra Fria” terminou.
Em 17 de julho de 1996, quando um avião da TWA caiu na costa de Nova York provocando a morte das 230 pessoas, as primeiras suspeitas recaíram sobre “algum árabe radical”. A idéia de atentado permeou o imaginário de milhões de norte-americanos, até ser comprovada a falha elétrica que causou a explosão do tanque de combustível.
O pior ataque terrorista sofrido pelos EUA em seu país até então havia sido a bomba colocada em frente a um prédio público em Oklahoma, em 1995, que provocou a morte de 168 pessoas. Novamente a idéia de terrorismo “árabe” foi propagada e, é interessante como a própria imprensa dos EUA apresentou a frustração do povo, quando foi preso o autor, um cidadão norte-americano, Timothy McVeigh, que foi condenado à pena de morte pelo crime e executado.

O atentado terrorista praticado no dia 11, nos EUA é repudiado por todos nós, que procuraremos utiliza-lo como exemplo para estimular a discussão sobre o significado do terrorismo e do preconceito.

domingo, setembro 07, 2008

prova da 7ª e 8ª zipada

clique no link (na imagem e leia a mensagem), baixe o arquivo e deszipe-o.
Não esqueça de anotar o seu número da prova.
boa sorte!
Ah! não passe as respostas para o seu colega, pois ele também terá que acessar e pegar o número.
qqer duvida, deixe na página.


foto via satélite


matéria para o SAI

um pouco sobre a cidade


Completando 448 anos, não podemos deixar de falar sobre nossa cidade. No site da prefeitura, tem um material razoável sobre a história e outras informções. Visite:

http://www.itaquaquecetuba.sp.gov.br/v1/a_cidade/a_cidade.asp

domingo, agosto 17, 2008

PARA SAI

17/08/2008 - 13h01

Países pressionam Rússia; Medvedev diz que retirada começa amanhã

da Folha Online

Ao menos três países --Estados Unidos, Alemanha e França-- pressionaram neste domingo a Rússia a retirar suas tropas da Geórgia ao mesmo tempo em que o presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou que começará a retirada nesta segunda-feira. Apesar do anúncio, não há informações sobre quanto tempo essa retirada vai levar.

Veja como evoluíram os conflitos
Entenda os interesses envolvidos
Confira a repercussão no mundo
Saiba mais sobre o cessar-fogo

Em um comunicado divulgado pelo Kremlin, Medvedev anunciou que o começo da retirada das tropas acontecerá amanhã, mas não fez menção sobre deixar a Ossétia do Sul, região separatista que está no centro do conflito entre a Rússia e a Geórgia. Ele disse apenas que as tropas voltariam para Ossétia do Sul de suas posições na Geórgia.

Os confrontos tiveram início quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.

Mikhail Metzel/AP
Moradores da Ossétia do Sul comem em um campo de refugiados na Ossétia do Norte
Moradores da Ossétia do Sul comem em um campo de refugiados na Ossétia do Norte

Desde a assinatura do acordo de cessar-fogo pela Rússia --que havia sido feita anteriormente pela Geórgia--, a pressão ocidental para a retirada de tropas russa tem aumentado. Os Estados Unidos e a França já haviam acusado a Rússia de descumprir a trégua, pelo fato de tanques e soldados russos continuarem a rodar livremente pela Geórgia.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, alertou neste domingo que a Rússia enfrentaria "sérias conseqüências" se não começasse a retirada e falou mais cedo com Medvedev pelo telefone.

O presidente francês, afirmou o comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu, "advertiu o presidente Medvedev para as graves conseqüências que a não execução rápida e completa do acordo teria para as relações da Rússia com a União Européia (UE)".

EUA

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, acusou novamente neste domingo o presidente russo de descumprir a promessa de retirada rápida das tropas da Geórgia, estabelecida pelo acordo de cessar-fogo assinado pelos dois países. "Espero que, desta vez, ele cumpra a palavra", disse Rice após Medvedev anunciar que a retirada começaria amanhã.

Irakli Gedenidze/AP
Presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, não reconhece tropas de paz russas
Presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, não reconhece tropas de paz russas

"A Rússia atualmente não está cumprindo o cessar-fogo", disse Rice. "Não tenho uma explicação. Quando o presidente russo disse que assinou o acordo, pensei que aquilo significava a retirada das forças russas. Elas não se retiraram. No entanto, mais uma vez, o presidente russo deu sua palavra e, desta vez, espero que ele a honre", afirmou.

Ontem, em mais uma advertência à Rússia, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que o país não pode exigir o direito sobre as duas regiões separatistas --Ossétia do Sul e da Abkházia-- da vizinha Geórgia, aliada dos EUA, e que não há espaço para o debate sobre o assunto.

"A Rússia deve entender, a partir de agora, que a Ossétia do Sul e a Abkházia estão dentro das fronteiras da Geórgia. Não há discussão sobre isso", disse Bush, que havia classificado como 'passo promissor' a adesão do presidente russo ao acordo de cessar-fogo.

Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu hoje à Rússia a retirada de suas tropas da Geórgia "em questão de dias" e mostrou a disposição de seu país em participar de uma força multinacional de paz na zona de conflito.

Merkel fez as afirmações em Tbilisi em entrevista coletiva conjunta com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, que voltou a acusar a Rússia de fazer uma "limpeza étnica" na região.

Sergei Chirikov/Efe
A chanceler alemã, Angela Merkel, encontra o presidente russo, Dmitri Medvedev
A chanceler alemã, Angela Merkel, encontra o presidente russo, Dmitri Medvedev

"O presidente russo, Dmitri Medvedev, me prometeu que retiraria as tropas após assinar o plano europeu. Isto deve ocorrer nos próximos dias", afirmou. Merkel acrescentou que "todo o mundo está esperando a retirada das tropas russas", assunto do qual os ministros de Relações Exteriores da União Européia (UE) tratarão na terça-feira (19).

"Não se pode alongar o processo de retirada de tropas estipulado anteriormente. Também é importante que os observadores cheguem o mais rápido possível à zona", disse.

Além disso, ela disse que a guerra na região separatista da Ossétia do Sul não implicará em nenhuma mudança na decisão tomada pela Otan, em abril passado. "As portas da Otan estão abertas para a Geórgia", afirmou, acrescentando que a política de vizinhança da UE com a Geórgia será "mais ativa" a partir de agora.

Tropas de paz

Arte/Folha Online
mapa ossétia

Por sua parte, Saakashvili voltou a acusar a Rússia de "limpeza étnica" e exigiu a imediata retirada das tropas "ocupantes" do país vizinho. "A Geórgia nunca cederá nem um metro quadrado de seu território. Nunca aceitaremos a anexação, o separatismo e a violação do sistema democrático", afirmou.

Saakashvili insistiu na necessidade de criar uma força multinacional de paz como um aspecto-chave para a solução do conflito. "Não há tropas de paz russas, são soldados. A Rússia não pode ser mediadora. Não há parte sul-osseta, já que ali são todos representantes russos. Os separatistas são financiados pela Rússia", apontou.

Com agências internacionais

texto para SAI

Rússia versus Geórgia
O que está em jogo na guerra do Cáucaso


Contando com o apoio norte-americano, o presidente Saakashvili ordenou o ataque à Ossétia do Sul
Ainda não terminou por completo a guerra entre a Rússia e a Geórgia, iniciada em 8 de agosto. O conflito ocorreu em função do projeto separatista da Ossétia do Sul e da Abkházia, mas está relacionado a problemas étnicos e nacionais que datam da dissolução da União Soviética.

Repete-se no Cáucaso o que já havia acontecido nos Bálcãs, com a independência do Kosovo, em fevereiro de 2008, que estava relacionada à dissolução da Iugoslávia. Por isso, para entender o conflito russo-georgiano, é necessário levar em consideração outros eventos ocorridos anteriormente nessa região geográfica em que Europa e Ásia se limitam.

Em primeiro lugar, convém recordar o que era a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, uma federação criada em 1922, ao fim da guerra civil desencadeada pela Revolução Russa. A Revolução implantou o socialismo no Império russo, que incluía a Rússia, a Ucrânia, a Bielorússia (atual Belarus) e a Transcaucásia (Armênia, Azerbaijão e Geórgia). Gradualmente, a URSS chegou a abranger 15 repúblicas, até 1991 quando o regime socialista entrou em colapso.

Colapso da URSS
Ainda antes que isso acontecesse, em 1989, a região da Ossétia do Sul havia declarado autonomia em relação à República Socialista Soviética da Geórgia, aproximando-se da Rússia, que dominava a União Soviética. Com a dissolução da URSS, em 1991, a Geórgia tornou-se uma república independente. A Ossétia do Sul procurou seguir pelo mesmo caminho, proclamando sua independência em relação à Geórgia.

Disso resultou uma guerra entre a Geórgia e a Ossétia do Sul que se estendeu até 1992. A Rússia intermediou a paz entre as duas. A atuação russa, porém, estava condicionada por seus interesses nacionais, que implicam intenções de transformar em área de influência russa tanto a Ossétia do Sul quanto a própria Geórgia.

No que se refere à Ossétia do Sul, a Rússia chegou a distribuir passaportes russos para os ossetianos, de modo a poder declarar que sua intervenção na região tinha como objetivo a proteção de cidadãos russos. Desde a presidência de Vladimir Putin, quando emergiu do caos posterior ao colapso soviético e se tornou uma potência emergente, a Rússia anseia por retomar a posição hegemônica que ocupou na Europa e no Cáucaso, nos tempos de URSS.

A Geórgia, por sua vez, caminhava no sentido contrário às ambições russas, particularmente a partir de 2004, com a eleição do presidente Mikhail Saakashvili, que tentou levar o país à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além de se aproximar dos Estados Unidos, de modo a escapar ao poderio russo.

Kosovo e Otan
A proclamação de independência do Kosovo, em relação à Sérvia, foi a deixa que a Ossétia do Sul esperava para retomar suas pretensões separatistas. Ao mesmo tempo, a tentativa georgiana de entrar para a Otan foi a deixa que a Rússia esperava para apoiar a independência da Ossétia do Sul, baseada também no fato de a região abrigar grande número de "cidadãos russos".

No entanto, se o caldeirão está fervendo há tanto tempo, o que levou a Geórgia a agir exatamente em agosto de 2008, mandando suas tropas para a Ossétia do Sul? Um analista do jornal britânico "The Guardian", lembra que o presidente Saakashvili está enfrentado uma crise econômica e uma fase de impopularidade.

Com a invasão da Ossétia do Sul, ele estaria resolvendo um problema nacional pendente há anos e conquistaria o apoio popular, a pretexto de enfrentar o inimigo externo. Além disso, Saakashvili não contava com uma reação russa, certo de que Putin não teria coragem de enfrentar militarmente um aliado dos Estados Unidos.

Cessar-fogo
Como se viu, faltou combinar a jogada com os russos. Estes reagiram duramente à ação georgiana, independentemente dos protestos dos norte-americanos. A Rússia aceitou em 12 de agosto o cessar-fogo negociado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, em parte porque já atingiu seus objetivos, mostrando ao mundo que está disposta a lutar para manter a hegemonia sobre a região.

Cacife não lhe falta para isso: além de riquezas provenientes do gás e do petróleo, a Rússia mantém quase um monopólio do fornecimento de energia para a Europa. Conta ainda com um milhão de soldados, milhares de ogivas nucleares e o terceiro maior orçamento militar do mundo.

Desse modo, as tropas de Putin e seus aliados ossetianos ainda não estão respeitando o cessar-fogo: atrocidades continuam sendo cometidas contra os georgianos. "Ai dos vencidos", disse o ditador romano Júlio César, há mais de dois mil anos.

Cartografia Representação de espaços e distâncias 5ª

Cartografia é a arte, a ciência e a técnica de se construirem mapas e outras representações da superfície terrestre.

A cartografia possui normas e procedimentos internacionais que exigem elementos básicos para ser considerada correta, como título, legenda, escala, fonte, autor, etc.

A escala é particularmente importante pois a partir dela podemos ter a dimensão aproximada da área representada e saber as distâncias que separam determinados lugares.

O IBGE define escala como a relação entre as dimensões dos elementos representados em um mapa, carta, fotografia ou imagem e as correspondentes dimensões no terreno e escala cartográfica como a relação matemática entre as dimensões dos elementos no desenho e no terreno.

Reduzindo o espaço
A escala é, portanto, uma proporção entre as distâncias de uma mapa e as distâncias na realidade ou corresponde a quanta vezes a realidade foi reduzida para estar naquele mapa especificamente. Aqueles mapas mundi que os professores levam à sala de aula e colocam à frente da lousa, geralmente possuem uma escala de 1 para 30 milhões ou E=1:30.000.000:

# neste caso, 1cm (centímetro) no mapa corresponde a 30 milhões de centímetros na realidade;
# ou 1 milímetro no mapa corresponde a 30 milhões de milímetros na realidade.

Calculando distâncias
Quando se conhece a escala numérica, pode-se calcular as distâncias reais. Para calcular a distâncias entre lugares, você deve proceder da seguinte forma:

1) Pegue um mapa e observe a escala, por exemplo E=1:500.000.

2) Usando a régua, descubra a distância entre 2 pontos do mapa, por exemplo 5 cm.

3) Podemos perguntar: A partir dos dados acima, qual é a distância, em quilômetros, na realidade?

4) Trabalhando com a escala:

Primeiro, como na pergunta a distância no mapa é de 5cm, vamos usar o centímetro como padrão, portanto: 1cm no mapa corresponde a 500.000cm na realidade (divida os 500.000cm por 100, pois 100cm é igual a 1 m), assim, 1cm no mapa corresponde a 5.000m na realidade (divida os 5.000m por 1.000, pois 1000m é igual a 1 km), então 1cm no mapa corresponde a 5km (quilômetros) na realidade.

Note que 500.000cm, 5.000m e 5km são a mesma distância.

5) Conclusão: Se 1cm no mapa corresponde a 5km na realidade, 5cm no mapa correspondem a 25km na realidade, isto é 5 vezes mais.

*Luiz Carlos Parejo é professor de geografia.

Globalização Integração das economias mundiais 4º TEFA

Desde a sua origem, o capitalismo integrou o mundo numa única economia, com as grandes navegações, a descoberta de novas rotas e terras e o colonialismo. No entanto, utiliza-se o conceito de globalização para indicar o processo relativamente recente da internacionalização das relações econômicas capitalistas, apoiado em novas tecnologias de transporte e telecomunicações e na ampliação da capacidade produtiva.

Após a Segunda Guerra Mundial, essas tecnologias eliminaram os obstáculos técnicos para uma maior integração da economia: o avanço das telecomunicações com uso da tecnologia de satélites, a popularização da informática, a maior eficiência dos meios de transportes internacionais e a expansão sem precedentes das empresas multinacionais conectaram o mundo todo.

A Internet possibilitou a formação não só de redes de comunicação instantânea, em tempo real, como redes de produção, de serviços (comércio e entretenimento) e de investimentos com a possibilidade de realização de atividades simultâneas entre os pontos mais distantes do planeta.

Há pouco mais de uma década o processo de globalização teve maior impacto no Brasil. No início dos anos de 1990, o país passou a adotar políticas econômicas neoliberais, abrindo seu mercado interno, reduzindo barreiras protecionistas, criando maiores facilidades para a entrada de mercadorias e de investimentos externos, como aplicações financeiras e investimentos produtivos. A idéia era contar com o capital estrangeiro para retomar o crescimento econômico.

Cláudio Mendonça* é professor do Colégio Stockler e autor de "Geografia Geral e do Brasil" (Ensino Médio) e "Território e Sociedade no Mundo Globalizado" (Ensino Médio).

Trabalho Formal, informal, infantil e desemprego 7ª e 8ª

O pássaro joão-de-barro constrói o seu ninho com pequenos galhos de árvores, fibras e terra. Essa construção leva, aproximadamente, sete dias. Essa atividade, no entanto, não é considerada trabalho.

O trabalho é uma realização dos seres humanos. Ele é fruto de uma reflexão, é algo pré-estabelecido e planejado.

O homem, ao longo da história, sempre foi se aproveitando dos conhecimentos e dos instrumentos que outros homens, que viveram antes dele, haviam desenvolvido. Nesse sentindo, os homens vão inovando, vão acrescentando conhecimentos sobre aqueles herdados do passado.

Ocorre, assim, um acúmulo de conhecimento que possibilita, entre outras coisas, um desenvolvimento tecnológico cada vez maior. Já os outros animais vão repetindo o que é feito; os pássaros da espécie joão-de-barro, no decorrer do tempo, não mudam a maneira de fazer a sua casa.

Ao trabalharem, as pessoas desenvolvem a sua capacidade de agir, de criar e de transformar. Estão colocando em prática habilidades, experiências, conhecimentos que possuem, mas, ao mesmo tempo, estão tentando obter o que necessitam para a sua sobrevivência e das pessoas que delas dependem - por exemplo, filhos ou pais. Ao produzirem, prestarem um serviço, comercializarem, realizarem uma atividade criativa, as pessoas estão, geralmente, contribuindo para o bem da sociedade.

As relações no trabalho
O trabalho determina relações entre a sociedade e a natureza, e também possibilita o estabelecimento de relações entre as pessoas. Por meio do trabalho, as pessoas: agem sobre a natureza, transformando-a; atuam nas paisagens humanizadas (artificiais ou culturais), modificando-as; intervêm, enfim, no próprio espaço geográfico, desenvolvendo diversos tipos de atividades, que criam e recriam esse mesmo espaço.

No dizer do geógrafo Milton Santos, "viver, para o homem, é produzir espaço. Como o homem não vive sem trabalho, o processo de vida é um processo de criação do espaço geográfico".

As relações de trabalho são um aspecto importante das relações que existem no interior das sociedades. Na maior parte das sociedades no mundo atualmente, as pessoas desempenham funções no processo produtivo (indústria, agropecuária etc), na prestação de serviços (administração pública, saúde, educação, transporte, banco etc) e no comércio, enfim, em alguma atividade econômica.

Divisão de tarefas
Há, em praticamente todas as atividades, uma divisão de tarefas. Na atividade produtiva em empresas industriais, por exemplo, sobretudo nas grandes, há uma quantidade grande de funções, tais como os operários, os supervisores do processo de produção, os funcionários do recebimento de matérias-primas, os vendedores e demais empregados que trabalham no departamento de vendas ou comercial, os funcionários dos setores administrativo-financeiro, de segurança do trabalho, do controle de qualidade, do desenvolvimento de produtos etc.

Em todos os setores existem os diferentes níveis hierárquicos ou funções, sendo que os diretores formam o grupo dos dirigentes, juntamente com os que ocupam cargos de presidência. Em alguns casos, os presidentes são os donos das empresas. Mas no caso de muitos grupos empresariais de grande porte, a propriedade da empresa encontra-se nas mãos de várias pessoas que, muitas vezes, não têm uma participação no dia a dia da empresa, comparecendo apenas às reuniões em que são tomadas decisões mais importantes.

Salário e lucro
O papel ocupado ou a função que a pessoa desempenha em alguma atividade econômica lhe confere uma remuneração. No caso dos empregados de uma empresa, por exemplo, essa remuneração pode ser chamada de salário ou de vencimentos, sendo esta muito utilizada para se referir aos rendimentos dos que trabalham em órgãos do governo.

No caso dos donos das empresas, chamados de empresários, essa remuneração é o lucro. Os donos têm poder para determinar o futuro da empresa. Esse poder, chamado de poder econômico, será tanto maior quanto maior for a empresa. Os empresários, juntamente com seus diretores e presidentes, determinam, inclusive se vão investir o lucro nela mesma ou se vão aplicar em outras formas de investimento. Eles têm poder para contratar ou demitir funcionários, decisão, inclusive, que muitos acabam tomando quando seus lucros diminuem ou não aumentam, por algum motivo.

Desigualdades sociais
Os rendimentos de uma pessoa que está participando de alguma atividade econômica deveriam garantir a sua sobrevivência e a das pessoas que dela dependem em condições dignas. No entanto, sabemos que não é isso o que acontece no caso de milhões de pessoas no Brasil e bilhões de pessoas em todo o mundo. São os rendimentos de uma pessoa que vão determinar a sua situação em termos de condições de vida - alimentação, saúde, moradia, educação, transporte, lazer etc.

A partir da segunda metade do século 19, com o desenvolvimento e a expansão da atividade industrial em países da Europa e nos EUA, e a formação de grandes empresas industriais, os empregados passaram a se mobilizar para conquistarem melhorias nas condições de trabalho, como redução nas longas jornadas que chegavam até 16 horas por dia, descanso semanal remunerado, férias, melhoria salarial etc.

Lutas dos trabalhadores
Essas conquistas sempre foram difíceis e alcançadas aos poucos, uma vez que o empresário, de modo geral, sempre procurou defender a manutenção ou a ampliação de seus lucros. Para se organizarem, terem uma representação perante os empresários e lutarem por seus direitos, os trabalhadores organizaram-se em sindicatos. Muitas vezes, os sindicatos tiveram de recorrer às greves, ou seja, à paralisação das atividades para pressionarem os proprietários das empresas.

Com as lutas dos trabalhadores, desde o século 19, gradativamente e não de forma padronizada (mais ou menos igual) para todos os países, foram oficializados por lei uma série de direitos e garantias em relação ao trabalho. Estruturou-se, assim, uma legislação trabalhista, que não é algo definitivo, mesmo nos países de melhor situação socioeconômica do mundo, como Alemanha, França, Itália, entre outros.

Conforme interesses de empresários e da pressão que exercem sobre os políticos (deputados, senadores, presidente), podem ocorrer mudanças nas leis trabalhistas, que muitos economistas entendem que são necessárias para aumentar o número de empregos, enquanto para outros apenas favorecem os empresários e trazem prejuízo para os trabalhadores.

Trabalho formal, trabalho informal e desemprego
Os trabalhadores que têm registro em carteira e seus direitos trabalhistas garantidos, recolhendo uma taxa para a aposentadoria (contribuição ao INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social), ou as pessoas que, mesmo trabalhando por conta própria (sem que estejam empregadas em empresas ou órgãos do governo), recolhem determinadas taxas, desenvolvem atividades que são chamadas de formais, ou seja, estão de acordo com uma série de leis que se referem ao trabalho e às atividades econômicas. Os trabalhadores que não estão nessas situações são chamados de informais.

Atualmente, no Brasil, aproximadamente metade dos trabalhadores desenvolve atividades informais, não tendo, portanto, direitos trabalhistas garantidos nem condições de receber a aposentadoria (um rendimento) no futuro, quando estiverem idosos e, muitas vezes, sem condições físicas de realizarem atividades econômicas.

Trabalho escravo e infantil
Outros problemas graves no Brasil e em muitos países do mundo, no que se refere ao trabalho, são: o trabalho escravo (cerca de 27 milhões de pessoas no mundo estão nessas condições), o trabalho infantil e o grande número de pessoas que estão à procura de um emprego, mas não conseguem - tratam-se dos desempregados (são aproximadamente 185 milhões em todo o mundo).

Para finalizar, é importante ressaltar que a importância dada ao trabalho, além das idéias a seu respeito, nem sempre foram as mesmas ao longo da história e não são as mesmas em todas as culturas, em todos os povos. Assim sendo, o que aqui expusemos é uma situação geral que se verifica na maior parte das sociedades que há no mundo.


* Anselmo Lázaro Branco é geógrafo, professor do colégio Catamarã e autor dos livros "Viver e aprender História e Geografia", "Geografia Homem & Espaço, Geografia Geral e do Brasil e Geografia Território e Sociedade"

Um marco na história de São Paulo e, apesar de não termos vencido, forçamos o governo a aprovar (2 anos depois) uma nova Constituição. Em li...