Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, novembro 17, 2008

Ku Klux Klan

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A primeira Ku Klux Klan na verdade foi fundada por 6 amigos da cidade de Pulaski, Tennessee, em 1865 após o final da Guerra civil americana. Seu objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados, como por exemplo, adquirir terras, ter direitos concedidos aos outros cidadãos, como votar. O nome, cujo registro mais antigo é de 1867, parece derivar da palavra grega kuklos, que significa "círculo", "anel", e da palavra inglesa clan (clã) escrita com k. Devido aos métodos violentos da KKK, há a hipótese de o nome ter-se inspirado no som feito quando se coloca um rifle pronto para atirar.

Em 1872 o grupo foi reconhecido como uma entidade terrorista e foi banida dos Estados Unidos.

O segundo grupo que utilizou o mesmo nome foi fundado em 1915 (alguns dizem que foi em função do lançamento do filme O Nascimento de uma Nação, naquele mesmo ano) em Atlanta por William J. Simmons. Este grupo foi criado como uma organização fraternal e lutou pelo domínio dos brancos protestantes sobre os negros, católicos, judeus e asiáticos, assim como outros imigrantes. Este grupo ficou famoso pelos linchamentos e outras atividades violentas contra seus "inimigos". Chegou a ter 4 milhões de membros na década de 1920, incluindo muitos políticos. A popularidade do grupo caiu durante a Grande Depressão e durante a Segunda Guerra Mundial.


Para saber mais, clique na imagem




Ku Klux Klan é condenada a pagar US$ 2,5 milhões a vítima de agressões

Adolescente foi agredido em 2006 por três integrantes da KKK.
‘Eu só rezava para chegar em casa’, conta o rapaz, hoje com 19 anos.

Do G1, com informações da Associated Press

Ampliar Foto Foto: Brian Bohannon/AP

Jordan Gruver, hoje com 19 anos, durante julgamento (Foto: Brian Bohannon/AP)

Um júri condenou a organização racista Ku Klux Klan (KKK) a indenizar um adolescente violentado por três integrantes da seita em julho de 2006.

A condenação acontece dias após uma americana ser morta durante um ritual de iniciação da KKK, na Louisiana.

Entenda o que é a Ku Klux Klan

Na ocasião, a KKK achou que o rapaz de Kentucky era um imigrante. O jovem Jordan Gruver, hoje com 19 anos, é americano.

A indenização é de US$ 2,5 milhões. Deste total, US$ 1,5 milhão é por compensação por danos físicos e morais e o outro milhão é uma condenação ao “império mágico” de Ron Edwards, um dos líderes do grupo racista.

Ron Edwards, um dos líderes da KKK (Foto: Brian Bohannon/AP)

O júri foi formado por sete homens e sete mulheres, todos brancos, que debateu por cinco horas após três dias de julgamento. Inicialmente, a equipe de defesa queria US$ 6 milhões como indenização.

“Tudo o que pude ver foram chutes”, disse Gruver no julgamento. “Enquanto eles me chutava, eu rezava por mim e dizia: ‘Deus, por favor só me deixe ir. Me faça chegar em casa’”, contou o jovem. Por conta das agressões, ele teve quebrado a mandíbula, o antebraço, duas costelas além de cortes e escoriações pelo corpo.

domingo, novembro 16, 2008

História - Superior

Atualidades

Oriente Médio

No dia 5 de fevereiro de 1999, morria aos 63 anos o rei Hussein da Jordânia. O fim de seu reinado de 45 anos preocupou o mundo inteiro, pois Hussein quase sempre representou equilíbrio e moderação, numa região marcada pela instabilidade e radicalismos.

Na Quarta-feira, 16 de fevereiro de 1999, o lider curdo Abdullah Ocalan era preso no Quênia e transferido para Turquia, onde será submetido a um julgamento que poderá condená-lo a morte. Ocalan lidera desde 1985 o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), grupo que luta para estabelecer um país para os milhares de curdos que vivem na Região. Os acontecimentos acima, são apenas mais dois que marcam a complexa história do Oriente Médio no final do século XX.

Região das primeiras civilizações e berço do judaísmo, cristianismo e islamismo, o Oriente Médio tem uma longa história. É uma das histórias mais trágicas e fascinantes da humanidade.

Estrategicamente localizada entre Europa, Ásia e África, por suas terras estenderam-se os maiores impérios da História como o persa, macedônico, romano e mongol, até a islamização e arabização da região entre os séculos VII e VIII com Maomé e seus califas. Na idade média, ser civilizado era ser muçulmano. A ciência florescia na Espanha árabe. As trevas impostas pela Igreja encontravam resistência no mundo Islâmico. A filosofia greco-romana era traduzida por estudiosos muçulmanos: do grego para o árabe e do árabe para o latim. Desenvolveram estudos em astronomia, alquimia, medicina e matemática com tal êxito que, nos séculos IX e X, mais descobertas científicas foram feitas no Império Abássida do que em qualquer período anterior da história.

Como se explica que uma região de tamanho esplendor, encontra-se hoje numa situação tão crítica ?

Esse povo, que no passado distante já colonizou, encontra um cruel revés, na medida que no passado mais recente, foi também colonizado. Primeiro pelo império Otomano, substituído após a primeira guerra mundial pelo imperialismo franco-britânico. Some a essa breve retrospectiva o surgimento do petróleo como matéria-prima estratégica e a partilha da Palestina para formação de um lar nacional judeu.

Acho que já podemos começar a entender porque até hoje, o Oriente Médio ainda é considerado um "barril de pólvora".

A) LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Região situada entre o Oriente e Ocidente tendo como referência o Mar Mediterrâneo, o Oriente Médio inclui os países costeiros do Mediterrâneo Oriental (da Turquia ao Egito), a Jordânia, Iraque, Península Arábica, Irã e geralmente o Afeganistão. De forma mais ampla, inclui também o conceito de Oriente Próximo, cuja área não é precisa, abrangendo normalmente a Península de Anatólia, Síria, Líbano, Israel e Palestina. Algumas vezes, integram-se ainda países do subcontinente indiano (principalmente o Paquistão).

A condição de área de passagem entre as regiões euro-asiática e africana, de um lado, e entre o Mediterrâneo e o Oceano Índico de outro, favoreceu o comércio de caravanas que enfraqueceu-se posteriormente em proveito das rotas marítimas, renovadas pela abertura do canal de Suez em 1869. Mais recentemente, o Oriente Médio surgiu como principal região produtora de petróleo do mundo, tornando-se objeto de rivalidades e conflitos internacionais. Além da economia baseada no petróleo e das fortes desigualdades sociais, a região também apresenta problemas nas uniões tribais e étnicas, na fragilidade das estruturas de governo e, sobretudo na centralização islâmica da vida política.

B) A FRAGILIDADE DOS ESTADOS
A maioria dos Estados do Oriente Médio surgiram recentemente, sob influencia do imperialismo franco-britânico, com a queda do Império Turco-Otomano após a primeira guerra mundial em 1918. A fragilidade destes Estados reflete-se nas ameaças pela divisão da sociedade, cujas aspirações são frustradas por governos autoritários de tipo monárquico ( Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) ou republicano (Síria, Iraque, Turquia, Iêmem).

Internamente, nesses Estados, a base de poder é limitada a um grupo local ou familiar, segundo princípio dinástico ou pelo encampamento das responsabilidades civis e militares por um grupo religioso, regional ou corporativo.

C) A POSIÇÃO DO ISLAMISMO
Os muçulmanos constituem 95% da população do Oriente Médio, na maioria sunitas, superados pelos xiitas no Irã (90%), no Iraque (55%) e no Líbano (35%). As exceções são Israel, onde 80% da população são judeus; o Líbano, que possuí 40% de cristãos (divididos em 11 confissões) e o Egito, com 8% de coptas. Com absoluta maioria de população muçulmana, muitos países do Oriente Médio concedem um papel oficial ao islamismo, tanto constitucionalmente (caso do Irã após a revolução islâmica em 1979) como no cotidiano privado e familiar.

Após a Segunda Guerra Mundial(1945), os países do Oriente Médio tentaram relegar a religião somente à esfera privada, através do nacionalismo pan-arabista, cujo maior líder foi o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. Na década de 1970 as massas urbanas e a classe média se afastaram do nacionalismo, adotando o fundamentalismo islâmico, que consolidou-se como ideologia dominante nas últimas décadas do século XX.

D) CONFLITOS NA REGIÃO





O Oriente Médio permanece uma das áreas mais instáveis do mundo, devido uma série de motivos que vão desde a contestação das fronteiras traçadas pelo colonialismo franco-britânico, até mais recentemente, a proclamação do Estado de Israel na Palestina em 1948, o que de imediato provocou uma primeira guerra árabe-israelense, onde Israel conseguiu repelir um ataque dos países árabes limítrofes. Mais três guerras seguiram-se entre as décadas de 1950 e 1970.

Em 1956, o Egito de Nasser nacionalizou o canal de Suez, provocando um ataque por parte de França e Inglaterra e a invasão israelense no Sinai e na faixa de Gaza. As forças dos três países foram obrigadas a se retirar, sob pressão da ONU, dos Estados Unidos e da União Soviética. Em 1967 ocorreu a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel atacou o Egito, a Jordânia e a Síria, numa ofensiva que lhe permitiu conquistar toda península do Sinai, até o canal de Suez, Gaza, Cisjordânia, Jerusalém e as colinas de Golã da Síria. Em 1973 durante o feriado judeu do Yom Kippur (Dia do Perdão), a guerra reiniciou-se, quando Egito e Síria fizeram uma ofensiva surpresa que encontrou um contra-ataque fulminante por parte de Isarael.

Contudo as últimas décadas do século XX, apontam uma efetiva saída diplomática para um conflito que parecia não ter fim . A Intifada, movimento de rebelião palestina nos territórios ocupados, iniciada em 1987, juntamente com as pressões internacionais e a ação diplomática da OLP, levaram Israel a propor uma iniciativa de paz em 1989 que previa a eleição de representantes palestinos nos territórios ocupados , encarregados de encaminhar negociações com o Estado judeu. Com a vitória dos trabalhistas em Israel nas eleições de 1992, liderados por Ysaac Rabin e Shimon Peres, foram iniciadas negociações bilaterais diretas, conduzidas em absoluto sigilo na Noruega, entre diplomatas israelenses e representantes da OLP, que resultaram pela primeira vez no reconhecimento mútuo palestino-israelense.

Em maio de 1994 o primeiro ministro israelense Ysaac Rabin e o lider da OLP Yasser Arafat assinaram no Cairo um acordo sobre a autonomia palestina na faixa de Gaza e Jericó. Paralelamente, e sempre com ajuda dos Estados Unidos, Israel tenta intensificar conversações de paz com outros países árabes. O assassinato de Rabin por um judeu de extrema direita em novembro de 1994, colocou em risco o processo de paz no Oriente Médio. O chanceler Shimon Peres assumiu o cargo de primeiro ministro e em meio a atentados de ambas as partes comprometeu-se em dar continuidade às negociações com a recém constituída Autoridade Nacional Palestina, presidida por Yasser Arafat. Entretanto, as eleições de outubro de 1996 deram a vitória apertada ao candidato do Likud (partido de direita reticente aos acordos de paz) Benyamim Netenyahu. Desde então, o processo de paz encontrou mais dificuldades, apesar das pressões internacionais contra a intransigência do novo governo e sua política de incentivo ao estabelecimento de novas colônias judaicas em territórios árabes ocupados.



O Oriente Médio também foi abalado pela guerra entre o Irã e o Iraque entre 1980 e 1988. Perdendo o controle de navegação no canal de Chatt al-Arab, principal escoadouro de sua produção petrolífera, e sentindo-se ameaçado pela revolução islâmica no Irã (55% dos iraquianos são muçulmanos xiitas), o Iraque invadiu o Irã em setembro de 1980. A guerra teve várias reviravoltas, inclusive com utilização de armas químicas, fazendo mais de um milhão de mortos, (600 mil iranianos) e deixando os países economicamente destruídos, embora ainda fortemente armados.

Apesar do acordo de cessar-fogo, o clima político da região continuou explosivo e, em 2 de agosto de 1990 as tropas iraquianas invadiram, ocuparam e anexaram o Kuwait (Guerra do Golfo) provocando a intervenção internacional com o aval do Conselho de Segurança da ONU, e a derrota do Iraque que ainda mais tarde, teve que aceitar a criação de zonas de exclusão aéreas, no sul, com maioria de xiitas e no norte, com maioria de curdos. Estes, formam nesse final de século, o maior grupo étnico sem Estado. Uma verdadeira nação sem país com mais de 25 milhões de pessoas espalhadas e discriminadas por vários países do Oriente Médio. Mais um fator de preocupação nesta região, tão castigada nas últimas décadas.

Mais textos de Atualidades

"Guerra ao narcotráfico" é nova desculpa "humanitária" 04/05/2000
10 Anos de Reunificação Alemã 22/10/2000
11 DE SETEMBRO 08/09/2002
A ameaça nazista ronda a Áustria 04/05/2000
A Crise Iugoslava 04/05/2000
A Dívida Externa Brasileira 04/09/2000
A ditadura militar 04/05/2000
A Escravidão é um crime. 07/04/2003
A espiritualidade do Carnaval 15/03/2007
A guerra do desprezo - por José Saramago 04/06/2000
A Guerra no Iraque 07/04/2003
A Igreja Católica 23/05/2007
A Ku Klux Klan e a segregação racial nos Estados Unidos 30/05/2001
A Lei Islâmica e o Indivíduo 25/09/2001
A mídia e Pinochet 14/03/2007
A morte de Milosevic 16/07/2001
A Negociação de Paz na Crise Iugoslava 04/05/2000
A nova cruzada contra o Islam 31/10/2001
A política externa dos Estados Unidos no Centro do Atual Drama do Povo Americano 24/10/2001
A Queda de Milosevic 10/10/2000
A Questão da Irlanda 04/05/2000
A Venezuela e o plebiscito 22/02/2005
Alemanha: Indenização para vítimas do Holocausto 04/05/2000
ARGENTINA: EX-DITADORES VÃO A JULGAMENTO 04/05/2000
As eleições em Taiwan 04/05/2000
Bin Laden? Não. Eurásia é o nome do jogo. 23/11/2001
Brasil: 500 anos 04/05/2000
Che Guevara 09/10/2007
Chile - Breve história 04/05/2000
Colômbia em números 04/05/2000
Conferência contra o Racismo 25/09/2001
Contra o terrorismo 14/09/2001
Coréia: Quem dividiu? 25/06/2000
CUBA 04/05/2000
Cuba: Elián, o fim do embargo e a Revolução 07/11/2000
Democrata ou Republicano 15/02/2005
Descaminhos do setor elétrico 06/07/2004
DIAMANTINA 04/05/2000
Eleições 2006 19/09/2006
Eleições no Afeganistão 03/03/2005
Estados Unidos: Eleições 2000 14/11/2000
ETA, o País Basco e a autodeterminação 14/08/2000
Etnocentrismo e Anacronismo no descobrimento do Brasil 08/06/2000
Guerra, Política e Entretenimento 15/07/2003
Impostos 12/12/2006
Intolerância do Taleban destrói patrimônio histórico 13/09/2001
IRÃ, ANO 2000: A NOVA REVOLUÇÃO 04/05/2000
Jogos Pan-Americanos 15/03/2007
Kosovo e Timor: tratamento diferente para dramas idênticos? (Alain Frachon) 04/05/2000
LÍBANO: 22 ANOS DE OCUPAÇÃO ISRAELENSE 04/05/2000
Lula Presidente: Um Novo Brasil
México: fim da hegemonia do P.R.I 09/07/2000
Novas revelações sobre a Operação Condor 18/07/2000
Novos conflitos em Jerusalém 10/10/2000
O anti João XXIII 29/04/2005
O Combate à Fome
O Crescimento do Islam e o Taleban 10/10/2000
O Ensino da História Africana 07/04/2003
O Genocídio Helênico 15/05/2001
O Governo Allende 04/05/2000
O Papa na terra santa 04/05/2000
O Preço da Fé 07/05/2007
O Submarino Kursk e a Guerra Fria 22/08/2000
Organizar idéias é o primeiro passo 30/01/2006
Oriente Médio 04/05/2000
Os Conflitos na Índia 27/08/2003
Os Primeiros Hominídeos Imigrantes 14/08/2000
Peru: Autoritarismo e Preconceito 08/06/2000
Plano Colômbia: mais uma do imperialismo norte-americano 11/01/2001
Plantation do séc. XXI 13/10/2008
Quando o sol poente engole o nascente 04/05/2006
Quem é Ariel Sharon? Seu passado e a perspectiva para paz no Oriente Médio com a vitória da direita em Israel 12/09/2001
Resistência islâmica retira Israel do sul do Líbano 04/06/2000
Submarino 17/10/2006
Torre de Pisa: A Recuperação da História 04/07/2000
Um ano da Nova Intifada 31/03/2002
Vietnã-EUA: 25 anos depois 21/11/2000
Vietnã: 25 anos depois 04/06/2000

quinta-feira, novembro 13, 2008

O mapa do racismo nos EUA

A ONG americana Southern Poverty Law Center (SPLCenter), com sede no estado do Alabama, mapeou 762 grupos racistas nos EUA, ligados a seis organizações diferentes. Desse total, 161 são agrupados na categoria ''outros'', que não têm uma linha específica de ação.

Na lista figuram os chamados Separatistas Negros, que se opõem à integração das diferentes raças. eles chegam a pregar a criação de uma nação negra. E, embora formada por integrantes de uma das minorias atacadas pelos segregacionistas brancos, é considerada pelo SPLCenter tão racista quanto as outras organizações. Os Separatistas Negros têm 108 grupos cadastrados e são a terceira maior organização racista do país.

A Ku Klux Klan tem 162 grupos associados. Mais antiga das organizações que pregam a supremacia branca nos EUA, surgiu no fim da guerra Civil, em 1865, quando perseguia os negros no Sul do país. Ao longo dos anos, estendeu seu ódio aos judeus, homossexuais e, mais recentemente, aos católicos. O SPLCenter admite que o número estimado de 7 mil integrantes pode ser maior, uma vez que hoje em dia muitos dos filiados preferem manter sua identidade em segredo absoluto.

A segunda maior organização são os neo-nazistas, com inspiração óbvia no que pregava Adolf Hitler na Europa. Concentram seu ódio nos judeus, mas também perseguem gays e cristãos. Têm 158 grupos cadastrados. Também atacam os judeus 28 grupos ligados à Identidade Cristã, de brancos.

O levantamento mapeou, ainda, outras duas denominações. A primeira é a dos neo-confederados, que tem discurso similar ao da Klan e remete à Guerra Civil. Persegue qualquer imigrante que não seja branco. São 97 grupos. A última é a dos skinheads racistas, com 48 grupos. Também integrada por brancos, persegue outras raças.


Vitória de Obama não encerra racismo nos EUA, dizem ativistas

MATTHEW BIGG - REUTERS

ATLANTA - A eleição de Barack Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos deve estimular no exterior a imagem dos EUA como uma terra de oportunidades para todos.

Mas alguns analistas acham que esse feito histórico na verdade pode prejudicar o combate à desigualdade racial no país, onde até a década de 1960 os negros do sul do país eram proibidos de votar.

Mais de 55 milhões de pessoas votaram em Obama, um senador que é filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas. Sua vitória sobre o republicano John McCain foi obtida graças ao apoio de uma ampla variedade de grupos e setores demográficos.

A força de Obama entre os jovens de todas as raças, num país onde o eleitorado jovem e não-branco está crescendo, parece sugerir que o fator racial vai gradualmente sumir da política norte-americana.

"Sua eleição demonstra a extraordinária capacidade da América de se renovar e se adaptar a um mundo em mutação", disse o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

Mas vários comentaristas disseram que o resultado eleitoral não muda em nada a desigualdade racial.

"Há uma aceitação entre amplos segmentos da população de que um afro-americano qualificado (Obama) pode ser aceito no cargo mais elevado", disse Earl Ofari Hutchinson, autor de um recente livro sobre raça e política.

"Mas isso não faz com que os problemas sumam magicamente para a pessoa média de cor. Nada mudou e para muita gente os estereótipos negativos continuam sendo os mesmos."

Chuck D., considerado por muitos o padrinho do rap engajado, disse que a eleição de Obama pode mudar radicalmente o debate racial nos EUA, mas que isso pode ter um lado ruim.

"As pessoas dirão: 'Vocês já têm um presidente negro, então está tudo bem'. Mas isso não apaga a discussão (racial) que é preciso ter", disse Chuck D., da banda de rap Public Enemy.

Em uma entrevista, ele alertou para que Obama não vire uma "arma de distração em massa", que impeça a solução dos problemas dos afro-americanos.

Especialistas discordam sobre a causa das disparidades entre a maioria branca e a minoria negra, que representa cerca de 13 por cento dos 300 milhões de habitantes dos EUA.

Na média, os afro-americanos ganham menos, ficam mais desempregados e enfrentam maior taxa de mortalidade infantil e menor expectativa de vida. Também têm mais chances de serem condenados penalmente e de passarem mais tempo na cadeia do que outros grupos raciais.

Uma classe média negra floresceu nos EUA desde que o movimento dos direitos civis, nas décadas de 1950 e 60, acabou com o brutal sistema de segregação racial no sul, abrindo caminho para leis que estenderam o direito de voto a todos os negros dos EUA.

Mas muitos negros de classe média dizem que, apesar do seu sucesso profissional e financeiro, a raça continua sendo um fator significativo, entranhado nas interações sociais e profissionais.

A eleição em si não elimina essas disparidades, mas pode alterar a forma como elas são vistas, e isso pode fazer a diferença, na opinião de Cynthia Tucker, colunista do Atlanta Journal-Constitution e vencedora do prêmio Pulitzer.

"Um governo Obama não prenuncia o fim do racismo na América. Obama não é 'pós-racial'. Ele não é o messias que está vindo acabar com a intolerância e a desigualdade para sempre. Ele será apenas o presidente."

Ao mesmo tempo, a eleição de Obama pode alterar a auto-imagem dos afro-americanos. "Não sei se esta eleição muda alguma coisa imediatamente. Mas uma coisa que muda é o estado de espírito. Os afro-americanos são cidadãos (há gerações), mas há agora uma verdadeira sensação de que tudo é possível", disse Roberts.

Racismo EUA

A grande celeuma a respeito do projeto de cotas para estudantes negros nas universidades traz à baila, mais uma vez, o tema do racismo no Brasil, e suscita inevitáveis comparações com os EUA, o local, aliás, onde surgiu pela primeira vez esta idéia de cotas. Se copiamos a solução deles, isto significa que o problema deles é igual ao nosso? Ou será que, junto com a solução, estaremos importando também o problema? Em outras palavras, este sistema pode atrair contra os estudantes negros o despeito de seus colegas brancos, e então ninguém mais duvidará de que o racismo americano é igual ao brasileiro.

Em nenhum ponto o Brasil é mais distinto dos EUA, do que nas questões referentes a raças. A começar pela própria definição das raças. Nos EUA, a divisão entre brancos e pretos é nitidamente delineada, sendo os mestiços classificados entre os pretos (e há relativamente poucos mestiços). A diferença entre os níveis de renda de cada raça é flagrante. Desta forma, há uma relação evidente entre a cor da pele e a carência econômica que justifica o recebimento do benefício. Esta mesma relação, no Brasil, é muito mais fluida e questionável. Aqui as raças estão misturadas, há poucos brancos e pretos puros, e uma multidão de mestiços. Há poucos pretos ricos, mas em contrapartida, há muitos brancos pobres. Se a lei das cotas fizer sucesso, o que se verá a longo prazo é uma multidão de estudantes invocando algum remoto ancestral e declarando-se "pretos" na hora da prova. O benefício, neste caso, se extinguirá, pois o que é privilégio de todos, na verdade não é privilégio algum.

Aproveitando o gancho, disponho-me a fazer uma breve análise histórica e sociológica para explicar o porquê da evolução divergente do racismo nos EUA e no Brasil, países que tem em comum o passado escravocrata. Este é um tema sobre o qual muito já se falou e pouco se explicou. Mas acredito que a pista se encontra na observação, poucas vezes enfatizada, de que nos EUA, antigamente, existiam dois tipos distintos de racismo: o racismo dos ricos e o racismo das classes trabalhadoras.

O primeiro deles pode ser encontrado nos textos de refinados intelectuais e nos discursos dos políticos aristocratas. A discussão é mais subjetiva, especulava-se se os africanos pertenciam de fato à espécie humana, se a capacidade de aprendizado destes seria igual à do homem branco, ou se eles, na verdade, seriam um estágio de humanidade intermediário entre o homem caucasiano e o macaco. Volta e meia teciam projetos tresloucados de mandar todos os negros de volta para a África, ou de dar-lhes terras ali mesmo no continente americano, bem longe das áreas povoadas pelos brancos. De modo geral, estes homens não gostavam dos negros e desejavam que eles não estivessem ali, mas também não tinham propósitos hostis contra estes. Um bom exemplo desta corrente de pensamento foi dado por Benjamin Franklin:

"...e visto que, por assim dizer, estamos limpando nosso planeta, livrando de florestas a América e, com isso, fazendo com que esse lado do globo reflita uma luz mais brilhante para quem o contempla de Marte ou Vênus, por que deveríamos... escurecer seu povo? Por que incrementar o número dos Filhos da África transportando-os para a América, onde nos é oferecida uma oportunidade tão boa de excluir todos os negros e escuros, e de favorecer a multiplicação dos formosos brancos e vermelhos?"

Note bem: o motivo da aversão de Benjamin Franklin pelos africanos era... estética! Ele achava que a cor deles não ia combinar com a paisagem que desejava expor aos marcianos e venusianos... Mas Benjamin Franklin era um intelectual sofisticado, e podia permitir-se estes devaneios. Os ricos podem ter esta atitude blasé porque eles circulam por ambientes como suas propriedades, condomínios, clubes elegantes, hotéis de luxo, salas VIP, lugares de onde os negros estão excluídos a priori, não por serem negros, mas por serem pobres. Eles podem não gostar de pretos, mas raramente cruzam com eles; e depois, como eles com freqüência são empregadores, a existência dos negros lhes é conveniente como reserva de mão-de-obra barata. A condição social do negro é que define o seu papel e segrega-o do branco rico, como este deseja, sem que haja necessidade de uma legislação discriminatória ou de atos de violência.

Bem diferente é o caso do branco de classe trabalhadora que tem que conviver ombro a ombro com os ex-escravos. Este fenômeno foi sentido nos EUA com bastante intensidade no quarto final do século XIX: antes o racismo era restrito ao sul recalcado e vingativo, mas à medida em que levas e mais levas de escravos libertos migravam para o norte em busca de emprego, acirrava-se a hostilidade contra eles. Para um trabalhador branco, a presença de um preto nas vizinhanças não era um incômodo subjetivo ou mera questão de antipatia, mas uma ameaça direta a seu padrão de vida. Os negros aceitavam salários muito baixos, e nos bairros onde eles se instalavam, o preço dos imóveis despencava. Desta forma, à medida em que o trabalhador americano se organizava em sindicatos e partia para a luta organizada contra os patrões, ele também lutava contra os negros e outras minorias. Na cultura americana, o combate do cidadão comum contra o poderoso - o monarca cobrador de impostos, o patrão ganancioso - é visto como glorioso, mas o combate contra o fraco - o negro, o imigrante pobre - é uma coisa feia, ou se preferirem, politicamente incorreta. Mas do ponto de vista do trabalhador americano, ambos os combates tinham um só objetivo pragmático: melhorar de vida. O racismo das classes trabalhadoras caracterizou-se, desde o princípio, pela violência sistemática e pela segregação forçada, que foi tomando forma de lei à medida em que o racismo contaminava a classe média que constituía a base do eleitorado.

É possível apontar, na História do Brasil, alguma ocorrência análoga?

Não, não é possível. Para examinar o porquê dessa ausência de similaridade, podemos examinar três momentos distintos: o último quarto do século XIX, a primeira metade do século XX, e a segunda metade do século XX até a época atual.

No final do século XIX, época em que a escravidão foi abolida, os EUA estavam em plena revolução industrial. O proletariado ia rapidamente se constituindo de operários, que em geral passavam longas horas diárias nas fábricas, e residiam em bairros-dormitórios com outros operários. Desta forma, forjou-se entre eles uma associação fechada e hostil a intrusos, como os escravos libertos que competiam por seus empregos. Na mesma época, no Brasil, não havia revolução industrial, nem classe trabalhadora numerosa, e os negros, mesmo libertos, continuavam no campo. Os poucos que iam para as cidades (como os ex-combatentes da Guerra do Paraguai) não encontravam ocupação e terminavam nas favelas, cujos primeiros exemplares datam desta época.

No início do século XX, acelerou-se a industrialização no Brasil, ainda que concentrada quase que exclusivamente no estado de São Paulo. O proletariado nacional constituiu-se, principalmente, de imigrantes europeus. Um censo levado a cabo em 1928 revelava que 70% dos trabalhadores da construção civil e 90% dos operários eram estrangeiros, italianos em sua maioria. Eram esses imigrantes que formavam a reserva de mão-de-obra disponível, uma vez que, por esta época, a grande maioria dos negros ainda se encontrava no campo (assim como mais de 3/4 da população, de modo geral). Neste ponto, há flagrante analogia com a situação nos EUA. Lá como aqui, os operários eram em geral imigrantes, e viviam em bairros divididos por nacionalidades. Eram comunidades muito unidas e fechadas sobre si mesmas. A escritora Zélia Gattai (in Anarquistas Graças a Deus) fala da sua infância em São Paulo, e conta como tinha que tomar cuidado ao passar por certos quarteirões do Brás onde sua mãe lhe havia proibido ir, por serem habitados por italianos do sul (a família de Zélia era do norte). Ela ressalta que, naquele território, eram eles quem mandavam, e até os policiais da força pública que circulavam por ali tinham que ser previamente aprovados pela comunidade. Entretanto, se por um lado houve um longo histórico de greves, anarquismo e conflitos trabalhistas entre essas comunidades e o poder público, por outro lado encontram-se ausentes os conflitos entre comunidades de diferentes grupos étnicos, que foram tão comuns nos EUA. Por que esta diferença, se de resto a forma como estas comunidades se organizavam era tão semelhante?

Certamente que apenas os ares do hemisfério sul não mudam o caráter de ninguém, nem tornam as pessoas mais tolerantes. Este tipo de conflito inter-étnico não surgiu aqui simplesmente porque não houve uma situação que os detonasse. A grande maioria dos operários era italiana, e os demais eram oriundos de outros países do sul da Europa. Essa massa era culturalmente afim e tinham todos uma pretensão salarial semelhante, enquanto que os contingentes de imigrantes dos EUA eram muito mais diversificados. Seria ingenuidade, entretanto, supor que os "anarquistas" do Brás iriam manter sua postura fraternal se, de um momento para o outro, surgissem por ali incontáveis levas de intrusos, aceitando salários ainda mais baixos que os deles, e ainda com o agravante de serem fisicamente diferentes, de pele negra, impossíveis de serem confundidos com membros da comunidade. Isto, porém, jamais ocorreu.

Na segunda metade do século XX, acelera-se a migração do campo para a cidade, ao mesmo tempo em que cessa a imigração estrangeira. O novo operariado nacional é heterogêneo em termos étnicos. Constitue-se, sobretudo, de migrantes vindos do interior, especialmente do nordeste (Lula é o representante mais emblemático desta classe). Os descendentes dos antigos operários imigrantes agora são membros da classe média, e nos antigos bairros de imigrantes agora predominam restaurantes e mercearias. Mas desta vez, as vagas nas fábricas já não são suficientes para todos. O modelo industrial, que desde o século XIX faz seu papel de elevador social, transformando primeiro camponeses em operários, e depois operários em classe média, claramente atingiu o seu limite. De fato, com as novas tecnologias de automação, a tendência mundial é de diminuição do total de empregados do setor industrial, ao mesmo tempo em que aumenta o setor de serviços. Na época atual, nenhuma fábrica mais admite operários sem um mínimo de instrução formal. No início do século isto era possível, primeiramente porque a natureza do trabalho então executado era menos complexa do que hoje, e segundo porque, de qualquer forma, não havia escolha, já que a grande maioria dos trabalhadores era semi-analfabeta. Mas hoje em dia isso é impensável. A geração que veio junto com Lula trabalhar no grande ABC, sem dúvida era oriunda das camadas pobres, mas não do extrato mais baixo da sociedade. Os integrantes deste extrato, no qual se inclui a grande maioria dos negros, nunca entrou na economia formal, e em geral veio do campo para habitar as favelas e viver de expedientes avulsos. Nota-se que há, até, relativamente poucos negros na classe trabalhadora, onde predomina o típico nortista conhecido como o "paraíba".

Assim, época por época, uma série de circunstâncias fez com que os negros e a classe trabalhadora jamais entrassem em rota de colisão. De fato, estas entidades sempre levaram existências paralelas: nem o negro, estritamente, entrou para a classe trabalhadora organizada e formal, nem essa classe trabalhadora jamais viu o negro como fator de redução de seu padrão de vida. Assim, históricamente, o racismo de que os negros brasileiros vem sendo vítimas é o racismo subjetivo dos ricos, baseado em desprezo e indiferença, e não o racismo objetivo da classe trabalhadora, baseado em hostilidade, violência e leis de segregação. Pode-se traçar, também, um paralelo com a África do Sul. Poucos sabem, mas o apartheid nem sempre existiu, e de fato surgiu em época relativamente recente, em meados deste século. Antes disso, os negros teóricamente tinham direitos iguais. A razão da emergência do sistema de apartheid (literalmente, "desenvolvimento em separado") está ligada às mudanças sócio-econômicas na África do Sul: inicialmente os colonos afrikaners, de origem holandesa, formavam uma comunidade rural e atrasada de fazendeiros escravocratas, onde os negros tinham um lugar bem definido. O quadro social, portanto, era análogo ao do Brasil na mesma época, e análogo também era o tipo de racismo. Mas com a modernização do país, que foi adquirindo um perfil europeu, os negros perderam o seu papel tradicional e viram-se transformados em um enorme contingente de mão-de-obra excedente, que tinha que ser de alguma maneira apartada do mercado de trabalho e dos bairros residenciais, para preservar o padrão de vida dos trabalhadores brancos. O quadro social, portanto, era análogo ao dos EUA pós-guerra civil, e análogo também era o novo tipo de racismo.

Espero ter dado uma explicação satisfatória para as diferenças entre o racismo no Brasil e nos EUA, e demonstrado como não há, em absoluto, similitude entre eles. Não espero, contudo, ouvir muitas palavras de apoio à minha tese, já que estou ciente de haver dito coisas que a maioria das pessoas não gosta de ouvir, como colocar a classe trabalhadora no papel de vilã tradicionalmente reservado à classe rica, bem como haver lembrado de que o racismo pode não ser filho do arcaísmo, mas da modernidade.

Kennedy

Quer saber mais? clique na foto

Kennedy

Presidente dos EUA entre 1961 e 1963

John F. Kennedy

29/05/1917, Brookline, Massachusetts
22/11/1963, Dallas, Texas

Da Redação Em São Paulo

Reuters

Reuters
John Fitzgerald Kennedy representava uma nova era de esperança, paz e prosperidade para os americanos. A sedução que exerceu sobre os americanos devia-se à sua capacidade de estimular seus ouvintes, em aumentar a confiança no país e a esperança no futuro. Como um democrata, Kennedy levava uma mensagem de respeito aos direitos civis e sociais.

Kennedy nasceu no Estado de Massachusetts, um dos maiores redutos democratas dos EUA, em 1917. Após sua formatura em Harvard em 1940, ele entrou para a Marinha. Em 1943, seu torpedeiro foi afundado por um destróier japonês e Kennedy, ferido, conduziu os sobreviventes até um local seguro.

Após voltar da guerra, ele se tornou um congressista democrata pela região de Boston, avançando em 1953 para o Senado. Enquanto se recuperava de uma cirurgia nas costas em 1955, ele escreveu "Profiles in Courage", que conquistou o Prêmio Pulitzer em história.

Em 1960, surpreendendo o meio político norte-americano, o jovem senador conquistou a indicação democrata para a presidência da república. Naquele ano, todos consideravam uma barbada a eleição do vice-presidente republicano Richard Nixon.

Mas a mensagem de otimismo de Kennedy, aliada à sua competência nos debates presidenciais (que foram transmitidos ao vivo pela primeira vez) contribuíram para uma virada espetacular e sua vitória. Kennedy se tornou o primeiro presidente americano católico.

Seu discurso de posse apresentava o preceito memorável: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você -pergunte o que você pode fazer por seu país". Como presidente, seus programas econômicos lançaram o país no maior crescimento sustentado desde a Segunda Guerra Mundial.

Kennedy agiu vigorosamente na causa da igualdade de direitos, pedindo por uma nova legislação de direitos civis. Com a Aliança para o Progresso e as Peace Corps (força da paz), ele empregou o idealismo americano na ajuda aos países em desenvolvimento. Mas persistia a dura realidade da guerra fria.

Kennedy permitiu que um grupo de exilados cubanos, já armados e treinados, invadisse sua terra natal. Essa tentativa de derrubar o ditador Fidel Castro, a invasão da Baía dos Porcos, fracassou.

Em seguida, a União Soviética retomou sua campanha contra Berlim Ocidental. Kennedy reforçou a guarnição em Berlim e aumentou a força militar na Alemanha Ocidental, incluindo novos esforços na corrida espacial.

Confrontada com esta reação, Moscou reduziu a pressão sobre a Europa, mas buscou instalar mísseis nucleares em Cuba. Quando isto foi descoberto por um reconhecimento aéreo em outubro de 1962, Kennedy impôs um bloqueio naval a todos os mísseis nucleares destinados a Cuba. Os soviéticos recuaram e concordaram com a retirada dos mísseis.

Kennedy passou a argumentar que ambos os lados tinham interesse vital em impedir uma proliferação de armas nucleares e em desacelerar a corrida armamentista -uma posição que levou ao tratado de proibição de testes de 1963.

Os meses que se seguiram à crise de Cuba mostraram um progresso significativo na busca de sua meta de "um mundo de lei e livre escolha, banindo a guerra e a coerção". Seu governo viu assim o início de uma nova esperança tanto de direitos iguais entre americanos quanto de paz mundial.

Kennedy era praticamente um ídolo nacional quando foi brutalmente assassinado em 22 de novembro de 1963. De acordo com a historiografia oficial, Kennedy foi morto pelas balas de um assassino enquanto desfilava em carro aberto por Dallas, Texas.

Entretanto, há historiadores que sustentam a tese da conspiração: Kennedy teria contrariado profundamente os interesses de indústrias bélicas e de militares ao lutar pelo fim da corrida armamentista. Como resposta, industriais e militares poderosos teriam tramado a morte do presidente.

A morte de Kennedy provocou comoção dentro e fora dos EUA. Para os americanos, ficou a impressão de que o futuro de paz, prosperidade e igualdade representado por Kennedy jamais seria alcançado.

Com informações da The White House Historical Association

Leia também:
  • Governo de John Kennedy foi efêmero, mas a lenda permanece
  • BIOGRAFIA DE OBAMA

    Barack Obama

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    "Barack" é redirecionado aqui. Para outros usos, veja Barack (desambiguação) e Obama (desambiguação).
    Barack Obama
    Barack Obama
    Presidente eleito dos Estados Unidos
    Mandato: 20 de janeiro de 2009
    Senador dos Estados Unidos da América por Illinois
    Mandato: 4 de janeiro de 2005 - 2011
    Senador estadual por Illinois
    Mandato: 8 de janeiro de 19974 de novembro de 2004
    Nascimento: 4 de Agosto de 1961 (47 anos)
    Honolulu
    Partido político: Partido Democrata
    Profissão: advogado
    [[WP:PPO#{{{projecto}}}|...]]
    WP:PPO#{{{projecto}}}

    Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, eleito[1] o 44º presidente de seu país, pelo Partido Democrata. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. É senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro afro-americano a ser eleito presidente estadunidense. É também o único senador afro-americano na atual legislatura.

    Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review.

    Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Orgão integrante da Assembléia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local), mandato para o qual foi reeleito em 2000.

    Entre 1992 e 2004, ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.

    Tendo tentado, em 2000, eleger-se, sem sucesso, ao Congresso Americano, anunciou, em janeiro de 2003, sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos. Após vitória na eleições primárias, foi escolhido como orador de honra para a Convenção Nacional do Partido Democrata em julho de 2004. Em novembro, foi eleito Senador dos Estados Unidos pelo estado de Illinois com 70% dos votos. Em 4 de janeiro de 2005 assumiu o atual mandato, o qual tem duração até 2011.

    Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Neste período, fez viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e África. Na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assitência para militares americanos após o período de serviço.




    MAIS? É SÓ CLICAR NA FOTO

    terça-feira, novembro 11, 2008

    Textos Políticos Brasileiros

    Vários textos da História do Brasil. É só clicar na imagem.


    Textos




    Abolição da Escravatura - a História da Abolição da Escravatura, a Lei Áurea, Movimento Abolicionista.
    Brasil Colônia - colonização do Brasil, sociedade colonial, escravismo, ciclo do açúcar e do ouro.
    Brasil Império - fatos da História do Brasil Império, monarquia no Brasil, Primeiro Reinado, Segundo Reinado.
    Brasil República - a República Velha, República da Espada, Presidência civil, Política dos governadores.
    Ciclo da Borracha -
    história, exportações, desenvolvimento da região amazônica e crise da borracha.
    Ciclo do Café - saiba mais sobre o período de grande desenvolvimento econômico do Brasil.
    Ciclo do Ouro - leia sobre o período de maior desenvolvimento brasileiro da época colonial.
    Coronelismo - conheça as características deste sistema político e econômico da República Velha.
    Descobrimento do Brasil - a chegada dos portugueses ao Brasil, comércio de especiarias, pau-brasil.
    Ditadura - o Regime Militar de 1964, O golpe militar de 64, Governos Militares.
    Escravidão no Brasil - escravidão negra africana no Brasil Colônia, tráfico de escravos, senzalas.
    Estado Novo - a história do Brasil durante a ditadura de Getúlio Vargas.
    Guerra do Contestado - causas, liderança e conflitos sociais na região do Contestado.
    Guerra do Paraguai - os motivos do conflito armado, Tomada de Corrientes, Batalha de Riachuelo.
    Guerra dos Emboabas - a História da Guerra dos Emboabas, os bandeirantes, paulistas e forasteiros na revolta.
    Guerra dos Farrapos - história da Guerra dos Farrapos, a Revolta Farroupilha no Rio Grande do Sul.
    Imigração Japonesa no Brasil - a história, a chegada no Kasato Maru, os primeiros imigrantes.
    Imigração no Brasil - história da Imigração no Brasil, imigrantes italianos, espanhóis, alemães, portugueses etc.
    Inconfidência Mineira - a História da Inconfidência Mineira, Conjuração Mineira, os inconfidentes
    Independência do Brasil - história da Independência do Brasil, Dom Pedro I, Grito do Ipiranga, 7 de setembro.
    Índios Brasileiros - sociedade indígena, Escravidão e miscigenação, cultura indígena, índios brasileiros.
    Industrialização no Brasil - conheça o processo de industrialização brasileira..
    Quilombos - história dos Quilombos, os quilombolas, o Quilombo dos Palmares, Zumbi dos Palmares.
    Revolta da Chibata - a História da Revolta da Chibata, causas, reivindicações dos marinheiros, acontecimentos.
    Revolta da Vacina - a História da Revolta da Vacina, conflitos populares no início da República, Oswaldo Cruz.
    Revolta de Felipe dos Santos - contexto histórico, causas, líder e consequências do movimento.
    Revolta dos Malês - causas, planos e fim desta revolta contra a escravidão e imposição religiosa.
    Revolução Praieira - história da revolta, causas, reivindicações e contexto histórico.
    Tenentismo - saiba mais sobre este movimento militar que ocorreu nas primeiras décadas da República.
    Vinda da Família Real para o Brasil -
    saiba mais sobre este importante momento da história brasileira.
    Zumbi dos Palmares - vida do líder negro Zumbi dos Palmares, quilombos, resistência negra no Brasil Colonial.

    Um marco na história de São Paulo e, apesar de não termos vencido, forçamos o governo a aprovar (2 anos depois) uma nova Constituição. Em li...